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Estabilidade oxidativa e shelf-life preditivo: Uma ferramenta Eurotec Nutrition para seus clientes

27 de julho de 2021

Quem trata matérias-primas e rações destinadas à alimentação animal com algum aditivo antioxidante tem como principal objetivo garantir a estabilidade oxidativa de seu produto e consequentemente o shelf-life definido para cada matéria-prima ou produto acabado. Mas, afinal, o que consideramos como estabilidade oxidativa e shelf-life?

Matérias-primas ou alimentos que possuam um alto conteúdo de extrato etéreo  estão sujeitos ao processo de rancidez oxidativa, ou seja, a oxidação da sua fração lipídica, a qual pode sofrer degradação, formando compostos indesejáveis como lipoperóxidos, aldeídos e cetonas, entre outros. Além disso, essa alteração reduz a qualidade nutricional
e organoléptica da matéria-prima ou do alimento. É importante salientar que o processo de rancidez oxidativa nestes casos é irreversível, assim  sendo, uma vez iniciado o processo, não é possível recuperar as características iniciais da matéria-prima ou da ração.

A estabilidade oxidativa é justamente a capacidade da matéria-prima ou do alimento em manterem as condições de integridade da fração lipídica o máximo possível similar ao que se encontrava na sua origem ou no processo de fabricação. Ou seja, é a capacidade de manter-se sem a presença de lipoperóxidos por um período de tempo. Este período de tempo de armazenamento com as condições de estabilidade oxidativa dentro de padrões aceitáveis ou regulamentados por agências oficiais é chamado shelf-life ou vida
de prateleira.

Existem vários métodos para mensurar a estabilidade oxidativa de uma matéria-prima ou de um alimento destinados à alimentação animal, entre eles a análise sensorial, as análises de produtos primários (onde se aplica a metodologia de análise do índice de peróxido) e secundários e a mensuração dos compostos voláteis, entre os quais está
enquadrada a metodologia Rancimat.

O método Rancimat está baseado no princípio da condutividade elétrica dos compostos formados pela oxidação. A amostra é submetida a uma temperatura pré-determinada pela metodologia laboratorial, bem como a um fluxo contínuo de oxigênio, que acabam por causar a oxidação acelerada do substrato e a formação de compostos secundários da oxidação como o ácido fórmico. A diferença na condutividade elétrica em solução estável junto ao equipamento no início da análise até o início do processo de oxidação
permite a determinação da estabilidade oxidativa, medida em horas de tempo de indução. O equipamento também permite, a partir da análise da mesma amostra em
diferentes temperaturas, construir uma curva de predição do shelf-life da matéria-prima ou dos alimentos avaliados. 

A Eurotec Nutrition através de seu Departamento Euroquality, oferta aos seus clientes a análise de estabilidade oxidativa e de shelf-life preditivo em um equipamento próprio, o Rancimat 893 Profesional, podendo realizar análises em amostras de óleos, gorduras, farinhas de carne e ossos, farinha de vísceras, além de biodiesel, conforme a Resolução 798/2019, da ANP. 

Quando o assunto é avaliar a estabilidade oxidativa de matérias-primas e rações tratadas com a linha Eurotiox, a Eurotec Nutrition vai mais além!