Blog

Farinha de origem animal: Como é produzida e o que garante sua qualidade

08 de março de 2019

Você sabia que as farinhas de origem animal são utilizadas na alimentação animal tanto em rações de suínos e aves quanto alimentos para o segmento Pet e Aqua (camarão e peixes) como importante fonte de proteína de qualidade? Especialmente na nutrição de monogástricos (suínos e aves), as farinhas entram na formulação das rações substituindo a principal fonte protéica, o farelo de soja.

A farinha de origem animal é aplicada nas fábricas de ração para animais, sendo que no processo de produção são incluídas no misturador. Entre as vantagens no uso da farinha de origem animal estão a redução no custo de formulação de rações, a riqueza em aminoácidos essenciais, o aumento da palatabilidade da ração por ser rico em minerais (Fósforo e Cálcio), e a segurança proveniente da isenção de fatores alergênicos ou antinutricionais.

Produção e controle de qualidade da farinha de origem animal

As farinhas animais são produzidas em fábricas especializadas, as chamadas FFO ou Fábrica de Farinhas e Óleos. Após a entrada na fábrica inicia-se um processo de trituração da matéria-prima (em geral, carne e ossos), seguido pelo cozimento em digestores sob ação de calor e pressão. Depois disso, começa o processo de extração de óleo no equipamento chamado “Percolador”. Em seguida, ocorrem a prensagem, a moagem e o resfriamento. Por último, a farinha de origem animal é embalada ou ensacada.

Todo o processo de produção da farinha de origem animal é monitorado como parte do controle de qualidade. Neste trabalho, são avaliadas a qualidade da matéria-prima que chega para ser triturada, seguida pelos pontos intermediários da produção e como está o produto final, a farinha de origem animal propriamente dita.

Na fase de controle da produção são usados parâmetros de qualidade microbiológica e físico-químicos que são criteriosamente checados. Isso tem o objetivo de garantir a qualidade do produto entregue e seu shelf-life (ou prazo de validade), incluindo parâmetros como recuperação de princípios ativos, no caso dos antioxidantes e antisalmonela.

Erros mais comuns e como evitá-los

Para evitar que erros ocorram na produção da farinha de origem animal, é preciso estar atento desde o início do processo. O ponto de partida está na garantia da qualidade da matéria-prima ou matéria crua que chega para o processamento. Não há como recuperar se já chegar deteriorada para a trituração. Se consegue parar um processo de peroxidação ou mesmo de proliferação bacteriana, mas as alterações organolépticas e de qualidade que já tiverem ocorrido não se pode recuperar.

Por isso, transportar as matérias-primas já com algum conservante aplicado é uma das melhores alternativas. A logística de coleta e o uso de caminhões adequados é de suma importância para que a matéria crua chegue na FFO com qualidade e com o menor índice de alteração possível. Ainda sobre erros comuns e como evitá-los, o tempo de espera e o armazenamento adequados pré-processamento também são fatores que merecem atenção na produção da farinha de origem animal.

Somados a todos os aspectos citados, a qualidade dos equipamentos e processos da FFO serão os determinantes da qualidade final das farinhas e óleos. A qualidade do vapor utilizado e a observância dos tempos e temperaturas adequados para a produção, somadas às regras de biosseguridade empregadas no processamento, armazenagem e transporte, além da eficácia dos aditivos conservadores de matérias-primas, antioxidantes e antisalmonela, é que irão garantir a qualidade final dos produtos.

Eurotec Nutrition e farinha de origem animal

Com seus mais de 25 anos de atuação no mercado brasileiro e latino-americano, a Eurotec Nutrition se tornou referência na preservação e controle de qualidade de matérias-primas e rações animais. A empresa fornece toda uma gama de produtos, antioxidantes, antisalmonela, conservantes de matéria-prima e antifúngicos, aliados a equipamentos de dosificação de ponta e serviços diferenciados como consultoria de qualidade e processos, análises laboratoriais e serviços de manutenção.

Quer saber mais sobre a atuação da Eurotec Nutrition no setor de farinha de origem animal? Entre em contato.

 

Crédito de foto: Reprodução site ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal)