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Qualidade na reciclagem animal: Fatores determinantes e desafios do mercado

May 03, 2019

Qualidade é um assunto que desperta enorme interesse no segmento de reciclagem animal. Prova disso é a participação dos profissionais que atuam no setor de eventos de formação como a Capacitação do Programa ABRA que Aqui Tem Qualidade (AATQ), promovida pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA). “Quando uma empresa maneja todas suas etapas de produção com zelo e profissionalismo, ela entrega um produto seguro, dentro dos padrões especificados, no prazo de entrega acordado e com preço justo”, analisa Lucas Cypriano, coordenador-técnico da ABRA. “Portanto, não resta dúvida de que o cuidado com a qualidade resulta em mais negócios fechados, clientes satisfeitos, credibilidade e reconhecimento do mercado”, diz.

Por isso, a busca pela qualidade na reciclagem animal se justifica. Englobando a produção de farinhas e gorduras a partir do processamento de co-produtos animais, como vísceras, sangue e ossos de bovinos, suínos e aves, o segmento de reciclagem animal é vital para toda a cadeia produtiva de carnes brasileiras, além do mercado de rações (aves, suínos, peixes e pets), de biodiesel, de produtos de higiene e cosméticos, de fertilizantes e de itens como vernizes e lubrificantes.

Neste contexto, que fatores são decisivos na busca pela qualidade no segmento de reciclagem animal?

Para Lucas Cypriano, a qualidade na reciclagem animal passa por quatro fatores. O primeiro é a presença de uma equipe de profissionais capacitados e que estejam atentos ao controle dos processos produtivos para garantir a segurança das farinhas e gorduras de origem animal. E isso resulta na entrega de um produto dentro dos padrões especificados entre cliente e fornecedor, proporcionando também rastreabilidade e outros benefícios.

Outro fator para a qualidade está na utilização de equipamentos bem dimensionados e que passem por manutenção periódica. Associado a isso, Cypriano destaca ainda a importância das certificações que atestem a conformidade do produtor com as principais normas do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento. Entre as certificações, destaque para a PPHO (Procedimentos Padrão de Higiene Operacional), a APPCC (Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle) e a BPF (Boas Práticas de Fabricação).

Importante: Sobre esta última, cabe destacar que a Eurotec Nutrition recebeu a certificação BPF no mês de abril após auditoria da EVS Brasil. A BPF é referente à industrialização, comercialização, importação, exportação, análises laboratoriais e dosificação de aditivos, suplementos e ingredientes para nutrição, saúde e bem-estar animal.

Por fim, o coordenador-técnico da ABRA cita o uso de matéria-prima fresca com rastreabilidade de origem com um dos fatores determinantes para a qualidade na reciclagem animal. A redução no tempo entre a coleta e processamento da matéria-prima é essencial no processo. Necessitar de menor tempo de cozimento dentro do digestor, ter uma boa padronização das partículas ao entrarem nos digestores e usar os antioxidantes adequados são itens no controle de qualidade e melhoria de processos na reciclagem animal permanentemente perseguidos no dia-a-dia das empresas.

A constância no atendimento aos itens acima é o mais importante, gerando confiança dos compradores em seus fornecedores porque entregam exatamente o que foi comprado e com a qualidade que a cadeia produtiva necessita. Isso significa que o cuidado com a qualidade resulta em constância, mas também em credibilidade e confiança dos clientes junto a seus fornecedores.

Desafios da reciclagem animal

A conquista da qualidade no segmento de reciclagem animal passa pela superação de alguns desafios. “Em relação à qualidade de seus produtos, a padronização do valor nutricional é possivelmente o maior desafio do segmento”, diz Cypriano. “A matéria-prima que chega às indústrias de reciclagem apresentam teores variáveis de seus nutrientes, como não poderia deixar de ser um resíduo do abate”. Isso significa que, a cada momento, a matéria-prima utilizada muda sua composição, resultando em uma flutuação esperada em alguns níveis nutricionais do produto final.

Neste contexto, Lucas Cypriano lista o que ele considera como os itens imprescindíveis para entregar produtos de qualidade na reciclagem animal:

  1. Rapidez entre a coleta e o processamento;
  2. Ter controle sobre os parâmetros do processamento;
  3. Conseguir avaliar a composição bromatológica do produto fabricado com o máximo de rapidez;
  4. Ter certeza de uso do aditivo correto, na quantidade planejada.

Se deixa de seguir práticas seguras e higiênicas não é só a qualidade que deixa de ser alcançada. “Pode ocorrer desde uma perda insignificante na segurança microbiológica do alimento bem como a perda total de um lote de produção”, explica Lucas Cypriano. Por isso, diz o coordenador-técnico da ABRA, é fundamental ter atenção redobrada às recomendações de métodos sanitários, controles microbiológicos e a implantação de um programa de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle).

Capacitação de olho na qualidade

Para ajudar na busca pela qualidade e evitar prejuízos ao setor de reciclagem animal, a Capacitação do Programa Abra que Aqui Tem Qualidade (AATQ), promovida pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), tornou-se a principal formação para os profissionais envolvidos na cadeia. Participam de suas edições técnicos de controle de qualidade, consumidores de farinhas (como fabricantes de rações para aves, suínos, cães, gatos e peixes), supervisores e gerentes de produção, consultores e auditores independentes.

Entre os objetivos da Capacitação estão:

  • Estimular a adoção de práticas seguras e higiênicas no processo de fabricação que eliminem riscos de contaminação do produto final;
  • Criar, por meio de um processo de acreditação das unidades de reciclagem, rastreabilidade e certificação da produção brasileira de farinhas e gorduras de origem animal;
  • Validar os métodos higiênicos adotados pelas unidades participantes:
  • Gerar mais confiança a toda cadeia produtiva e contribuir para a abertura de novos mercados.

Durante o curso, além de serem debatidas situações reais vividas nas fábricas, há conteúdo teórico focado no dia a dia dos trabalhadores como conceitos sobre microbiologia na produção de farinhas e óleos de origem animal, construção de equipamentos higiênicos, monitoria microbiológica e as ferramentas para se implantar a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) nas fábricas para aumentar a segurança microbiológica dos produtos.

Saiba mais no site da ABRA

Com o patrocínio da Eurotec Nutrition, em 2019, a primeira edição ocorreu em março, em Palhoça (SC). A próxima edição está marcada para Campinas (SP), no mês de agosto. “Empresas que buscam apoiar, levar conhecimento e resolver problemas, entram em uma interação, onde tanto a empresa como seu cliente se beneficiam dessa relação”, diz Cypriano. “Percebemos que a Eurotec Nutrition apresenta essas características: produtos formulados de acordo com a necessidade dos clientes, assistência técnica especializada, sistema monitoria remota (via internet) de aplicação de seus aditivos’, destaca o coordenador-técnico da ABRA. Para ele, tudo isso leva a um aprimoramento dos clientes, o que aumenta o nível da demanda e a precisão na resposta.

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