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Salmonela na nutrição animal: Como surge e que prejuízos traz para a agroindústria

30 de Novembro de 2018

Você sabia que a melhor forma de combater o surgimento de salmonela é a prevenção por meio de ações de controle do ambiente e da alimentação de aves e suínos? As medidas servem para o consumidor final ter um produto saudável e de qualidade à mesa, mas também para que a agroindústria não tenha prejuízos causados pela ação da bactéria nos animais. Por isso, a seguir você aprende mais sobre o assunto, com destaque para os efeitos de salmonela na nutrição animal e como o problema, caso surja, afeta os negócios das empresas do setor.

Antes, nunca é demais reforçar o conceito de salmonela:

Salmonela é uma bactéria considerada comum que faz parte da flora intestinal de seres humanos e de animais, amplamente distribuída na natureza, capaz de sobreviver por longos períodos na presença de matéria orgânica e umidade. Entre as espécies conhecidas estão Salmonella Gallinarum, Salmonella Pullorum, Salmonella Enteritidis e Salmonella Typhimurium. As duas últimas são as bactérias que podem provocar diarreia, dores de cabeça e vômitos em seres humanos, ao contrário das duas primeiras que afetam aves adultas e pintinhos.

Como surge salmonela

A lista de fatores que influenciam no surgimento de salmonela na produção animal inclui:

  • Falta de limpeza e de higiene do ambiente onde ficam aves e suínos;

  • Falta de controle quanto à presença de pássaros, roedores e moscas;

  • Falta de cuidado com dejetos, resíduos e trânsito de pessoas e veículos;

  • Uso de água contaminada;

  • Não eliminação de animais infectados, permitindo a infecção a partir das fezes depositadas na água e no solo.

Salmonela na nutrição animal

Mas de todas as causas, a alimentação é a que merece maior atenção por um simples motivo: seu efeito amplificador. Um grande número de animais pode ser infectado caso a ração usada na alimentação de aves e suínos não possua um controle microbiológico de matéria-prima com farinhas de sementes oleaginosas e de proteínas de origem animal.

A causa da contaminação pode estar associada aos fatores citados acima, mas também aos ingredientes usados na composição da ração. Outras etapas de produção na fábrica até o transporte para a entrega podem causa contaminação. Por isso, há quem considere salmonela na nutrição animal uma das principais fontes para a entrada da bactéria na produção das agroindústrias.

Dentro da estratégia de controle e prevenção, deve-se buscar formas de reduzir a contaminação, ao mesmo tempo, agir contra a propagação de bactérias na ração. Também torna-se necessário o uso de antisalmonelas, comprovadamente eficientes na eliminação de salmonela na nutrição animal.

As antisalmonelas são aditivos antibacterianos utilizados para descontaminação de matérias primas e rações destinadas à alimentação animal. No caso dos clientes da Eutorec Nutrition, o combate é feito com o programa EUROGUARD, uma linha de dez produtos disponíveis nas versões líquida e pó para atender de maneira eficaz os diferentes desafios e necessidades de aplicação.

Riscos de prejuízos comerciais

Na avicultura, a bactéria pode afetar as áreas de abate e de processamento de carnes e ovos. O frango é considerado um dos alimentos que mais sofrem com a contaminação por salmonela. Recentemente, uma agroindústria se viu obrigada a descartar uma grande quantidade de matrizes – algumas em período produtivo - e de ovos incubados por causa de uma situação de contaminação por salmonela.

É importante destacar que isso pode não trazer prejuízos para os seres humanos, mas há o receio de que a infecção possa se alastrar e atingir um número maior de aves. O prejuízo, no caso, seria no desenvolvimento do animal já que, com a infecção, a tendência é haver perda de peso, influenciando diretamente na qualidade do produto final.

Comercialmente, a preocupação em manter uma política de controle antisalmonela deve-se ao interesse de ampliar os canais de exportação. Por exemplo, no caso do frango, enquanto no Brasil existe um foco na redução da quantidade da presença da salmonela em alimentos e uma tolerância para microrganismos em amostras, na Europa, é diferente. É “tolerância zero”. Ou seja, não há limite permitido para salmonela, como destaca a tabela abaixo.

 As regras no Brasil  As regras na União Europeia
  • Há um processo de controle de carcaças, quando o frango está prestes a ser rotulado.

  • A frequência da coleta depende de acordo com a quantidade da produção. Por exemplo, a empresa que abate de 100 a 200 mil frangos por dia deverá retirar as amostras diariamente.

  • Serão 51 amostras coletadas, das quais 12 podem conter salmonela - cerca de 23% de tolerância.

  • No caso da análise por lote embalado, serão coletadas 5 amostras e apenas 1 poderá conter o micro-organismo (20%).

  • Para importação e para o mercado interno, os europeus exigem que os lotes passem por uma coleta de cinco amostras. No entanto, não pode haver a detecção de salmonela em nenhum deles.

FonteEuropa é mais rigorosa com relação à salmonela na produção de frango; entenda a diferença

Apesar da diferença em comparação com o que exige a União Européia, o controle de salmonela no Brasil é considerado eficiente pelos especialistas em saúde animal. Tudo é determinado pelas normas e diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola, instituído em 1994 pela Secretaria de Defesa Agropecuária, vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além disso, os riscos de contaminar consumidores é considerado baixo pelo hábito de comer o frango sempre bem cozido e não cru.

Capacitação

Com patrocínio da Eurotec Nutrition, a ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal) promove três vezes no ano o curso de capacitação AATQ (Abra que Aqui Tem Qualidade), que aborda práticas higiênicas na fabricação de farinhas e gorduras de origem animal no Brasil.

A próxima edição acontece em março de 2019 e já está com pré-inscrições abertas.

Saiba mais e garanta sua participação: aqui.

 

Deseja saber mais sobre salmonela em nutrição animal e antisalmonela? Fale com a Eurotec Nutrition.

 

Foto: Divulgação Agência Brasil